3 Jul 2006

Antes que o tempo pare.

Tornámo-nos nos heróis de nós próprios. Julgávamos ter o mundo nas nossas mãos, porque o tinhamos. Mesmo sem o saber. Esquecemo-nos de o agarrar, na esperança de o conhecermos. Talvez porque nunca nele teríamos deixado de acreditar.
Foi apenas uma viagem em que passámos por nós. E por mais que quiséssemos chegar perto, era sempre Verão na cidade, eramos sempre eu e tu, condensados numa imagem nítida de um nós que nunca fotografámos, porque esquecemo-nos que nunca chegou a existir. Foi. É. Será?

O tempo parou. Como sempre parava, quando te via a caminhar pela relva, ainda verde e molhada.

7 comentários:

Luisa Santos said...

"(...) era sempre Verão na cidade, eramos sempre eu e tu, condensados numa imagem nítida de um nós que nunca fotografámos, porque esquecemo-nos que nunca chegou a existir. Foi. É. Será?"

Este é um dos textos que me deixam sem palavras pq é fácil senti-lo. Difícil explicá-lo. Muito bom, João :-)

Andreia said...

Muito fixe esse texto!
Onde fostes tirar esse excerto?

JM said...

Saiu da minha cabeça, passou pelo coração, atravessou todas as artérias até chegar às pontas dos dedos, passou para um teclado,chegou a um monitor e foi para a net! :)

zé! said...

My brother... I'm so proud of your words. Digam lá se a escrita não lhe está no sangue! O meu mano ao nível de um Samuel Beckett. More writing, please!

JM said...

meu puto zé! love you broda!!! já andava a sentir a falta dos teus comments.

eu sei que sou preguiçoso mas prometo que vou começar a escrever mais... ;)

Beijinhos

Andreia said...

Ya Jonas já escrevias mais umas cenas pa eu comentar aqui no teu blog!
kisses

Zofia said...

Muito bonito. :)