29 Jan 2007

Aborto

11 de Fevereiro vamos a votos mais uma vez. É um referendo, mas é como fossem umas eleições normais, mas com apenas dois partidos (como se as eleições normais tivessem muito mais do que dois partidos com hipóteses de ganhar): o Sim e o Não.
Não gosto de ouvir os padres a falar do aborto. Eles próprios são o aborto personificado. Ao escolherem a vida de sacerdotes, nem sequer podem pensar que um dia podem ter o fado de querer escolher se querem por uma criança no mundo, mundo esse que para eles é tão belo, em que deus todo poderoso resolve os problemas todos dos meninos que sofrem e que os pais se vêm à rasca para lhes dar uma vida minimamente decente. Já para não falar daqueles que não têm nada, morrem à fome, estão doentes, enfim. A Igreja é a coisa mais ignorante que existe hoje em dia. É. Serve para alguma coisa? Todos nós gostamos de acreditar em alguma coisa. E não era bom que acreditássemos mais uns nos outros?
Já estava a fugir ao assunto. Infelizmente há assuntos que nos fazem fugir para outros. É uma verdade.
Não fecho este texto. Cada um que tenha a sua própria ideia, mas façam um favor ao país: votem.

4 comentários:

quantica said...

ya podes crer, e os ditos socio-democratas cristaos nao admitem que esta discussão só tá a ter ainda lugar porque todos os dogmas envelhecidos da ditadura catolica estao deveras intrincados neste nosso país sem sede alguma de revoluÇão... haja sim, tb n pedi para nascer foi uma decisão de outréns tal como pode perfeitamente ser a de não nascer.


www.motoratasdemarte.blogspot.com

*Belynha* said...

É um referendo onde se decide se continuamos a viver num país de hipócritas ou num país de hipócritas um bocadinho mais esclarecidos.
Quanto aos padres, só faço uma questão: quantos abortos já terão pago???
Enfim.... ser "pela vida humana" parece que, de repente, se tornou em respeitar um pequeno feto do que uma mulher adulta ou do que a futura (?) criança.

Zofia said...

SIM.
Votei SIM.

Zofia said...

Descobriu-se nas catacumbas de um convento dezenas de esqueletos de bebés recém nascidos, enterrados. Freiras. Pela vida, nao é?